quinta-feira, 3 de abril de 2008

Amor de irmãos






Hoje um tanto quanto emotiva, dedico meu post a meu querido irmão, Max Milas.


Quando éramos crianças nos dávamos super bem, irmãos que brigavam e se amavam como todos outros.
Você tinha umas brincadeiras chatas, alias todo menino tem brincadeiras chatas.
Gostava de me jogar bombinhas mesmo sabendo que eu tinha pavor delas.
Soltava de duas, três e ria realizado enquanto eu pulava e gritava assustada.

Lembro-me como se fosse hoje o dia em que você por um descuido bobo derrubou a tv de casa no chão, deixando-a em pedaços.
Você me olhou espantado, com cara de choro, e não demorou muito desabou a chorar, sabia que quando o pai chegasse em casa a coisa ficaria preta.
Eu sem ação, sem saber o que fazer fiquei ali tentando te acalmar e falando que não tinha sido sua culpa.

Em um movimento rápido e brusco você correu pro portão e falou que iria fugir de casa, pois não iria ter coragem de assumir a culpa. (Tudo por causa de uma tv, e nem era tela plana). Na hora o desespero me pegou, comecei a chorar e te segurando pedi pra você não ir, falava que o pai iria entender e não teria problema.
Mais você não queria ficar, estava com muito medo do que ele poderia fazer.

Foi quando ouvimos o portão de casa abrir e o carro do pai entrar na garagem.
Você com a cara de pena mais triste que já vi correu para seu quarto e entrou dentro do guarda roupa.
Eu fiquei ali, parada, completamente sem ação, afinal eu tinha 10 anos, o que poderia fazer?
Quando o pai entrou na sala e viu a televisão no chão, foi tirando o cinto com muita raiva, e olhou para mim a única na cena do crime e perguntou “Quem fez isso?”, tremendo de medo, lembrei da sua cara assustada e com medo, e olhei para ele e disse “fui eu pai”.

Quando você saiu do quarto eu já estava soluçando e marcada pela surra que havia levado por ter assumido a culpa que não era minha.

Você me olhou e com os olhos cheio de lagrimas perguntou “ Por que você fez isso? Não foi você quem derrubou a tv”, em um tom baixo e choroso, eu apenas respondi, “Porque não queria que o pai te batesse”.

Hoje ao olhar pra traz e lembrar de fatos como este, em que de diferentes formas tentei provar meu amor por você, tenho vontade de fazer tudo de novo.
Queria sofrer ao invés de você, agüentaria sua dor só para não ter a dor de te ver sofrer.
Por você levaria centenas de surras que nem aquela, ficaria de castigo ou qualquer outra coisa, tudo para te ver feliz.

Obs – Contos que não passam de ficção



By Louis Lane do Cerrado

A incrível arte de julgar



Quem somos nós pra julgar as pessoas?
Pra falar que estão certas ou erradas?

"Ninguém"





É impressionante como existe gente que acha que é a pessoa mais perfeita do mundo.
Não tem defeitos, não erra, faz tudo certo, sempre acerta..enfim..perfeita!
A auto confiança é muito bom, nos torna mais fortes em nossa jornada e nos coloca preparados para encarar o mundo.

Agora, uma coisa é você ser auto confiante, e outra é você ser auto confiante e achar que o resto do mundo tem que pensar como você.

Tenho vontade de sair gritando nas ruas - Ninguem é igual a ninguem -
Se você é o fodão, o cara bão...o inteligente, o melhor...parabéns campeão.
Só não venham querer dar lição de moral em mim, que sou uma pobre mortal que possuí varios defeitos e que de perfeita não tem nem a sombranselha.

As pessoas são diferentes, pensam diferente, agem diferente.
Aonde é que ta escrito que todo mundo tem que pensar a mesma coisa, tem que agir da mesma forma?
Só quem tem poder de julgamente é DEUS, e nem por isso ele se faz melhor que os outros.
Parem de agir como se fossem donos da verdade, achando que sabem de tudo e que por isso podem sair por ai criticando e apontando os outros...

Isso me tira completamente do sério.

- José, não vou poder ir a festa hoje
- Por que Maria?
-Porque trabalhei o dia inteiro, e ainda tenho aula à noite
- Ha para, eu tambem trabalho e estudo e vou mesmo assim, isso nao é desculpa maria.
- Por isso você é o JOSÉ, e eu a MARIA.




by Louis Lane do Cerrado.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Lobo em pele de cordeiro


Ao passar dos dias, das horas, dos minutos e até dos segundos minha revolta com certos “tipos de pessoas” só aumenta.

Chega até ser engraçado o fato dessas certas pessoas, serem tão vulneráveis e nem se darem conta disso.

Sempre tentei manter amizade com todos, ser o mais amigável possível, mais há momentos em que você para e pergunta a si mesmo – Tenho cara de palhaço? , e de você mesmo sai a resposta – Não, Não tenho. E a partir dai, você passa a ver a situação com outros olhos.

Como tratar aqueles que se dizem amigos, aqueles que se dizem boa gente e solidários, mais que na verdade estão ali preparando seu plano Maquiavélico, esperando a hora certa para te dar o bote?
Trágico né, nem sempre, mais como tudo na vida, há casos e casos.

Você pode ser o melhor amigo de uma pessoa, pode ser super prestativo e leal, mas te alerto meu caro e nobre amigo, não espere reciprocidade de todos.

Infelizmente vivemos em uma sociedade que nem sempre nossos valores são iguais, e que as pessoas são levadas de acordo com seus próprios interesses.
Sim, claro, há pessoas boas neste mundo, tenho plena convicção que existem. Sorte de quem encontra.

Deparo-me 24 horas com pessoas que sei que na verdade não são tão “amigas” como se dizem. Mais vou fazer o que? Vou pregar uma placa na cabeça com o dizer – eu sei que você não presta – Não...Não...Ai é chegada a vez do meu plano.
Aos meus poucos e verdadeiros amigos dou meu total amor, minha amizade e minha eterna lealdade. Já aos meus muitos e vulneráveis “colegas” ofereço uma única coisa – Minha eterna indiferença -.


By Louis Lane do Cerrado